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Jesus, Eu Confio em Vós!
Recebi interiormente a compreensão do que são as criaturas perante Deus. Imensa e incocebível é a Sua Majestade. E se condescende connosco com bondade é pelo abismo da Sua Misericórdia. Santa Faustina (Diário 1131)

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Ecos da Reunião do Apostolado

"Lc 10"
O BOM SAMARITANO
A parábola do bom samaritano mostra-nos o amor misericordioso como o único meio de obter a vida eterna. Engana-se quem pretende alcançar este objetivo mediante a prática minuciosa dos mandamentos, a busca da pureza ritual, o respeito às tradições, se tudo isto carecer do respaldo da vivência da misericórdia. Seguramente, o primeiro a ser questionado pelo ensinamento de Jesus e ver-se obrigado a mudar de mentalidade foi o mestre da Lei, que pretendia colocá-lo à prova. A parábola apresenta-nos alguns aspetos da misericórdia, como Jesus a entendia. O samaritano põe-se a ajudar um judeu, sem se importar com as rixas que sempre existiram entre os dois povos, mostrando, assim, que a verdadeira misericórdia é dirigida a todas as pessoas, sem exceção. O assistido pelo samaritano é alguém exfoliado, vítima da maldade humana, jogado à beira do caminho, como algo sem valor. Isto mostra que a misericórdia deve dirigir-se mormente aos pobres e deserdados deste mundo. O samaritano muda todos os seus planos, ao deparar-se com alguém necessitado de sua assistência.
Essa atitude indica que a misericórdia exige que deixemos de lado nossos programas e esquemas, ao nos depararmos com o irmão carente. O samaritano faz todo o possível e ainda se oferece para custear a hospedagem de seu assistido. Isto sugere que a misericórdia desconhece limite, indo além de quanto se possa previamente imaginar. Os mestres da lei sempre procuravam confundir Jesus, porém Ele ia muito mais além do convencional para fazer com que transparecesse a mensagem evangélica: Amar o próximo é acolher quem se aproxima de você para ajudá-lo, e ao mesmo tempo envolver-se com aquele que você encontra necessitado e só tem você para socorrê-lo.
São duas vias, são duas situações: às vezes somos o necessitado, em outras somos nós os bons samaritanos ou os donos da hospedaria. Nunca seremos autossuficientes, pois precisamos de um próximo para que recebamos a herança da vida eterna. Em qualquer situação que nos encontrarmos, como necessitados ou como colaboradores somos convocados pelo Senhor a amar o próximo como a nós mesmos. Às vezes nós ajudamos as pessoas e as socorremos por obrigação ou a contra gosto, porém a própria Palavra do Evangelho nos esclarece: o próximo “é aquele que usou de misericórdia para com ele”.
A misericórdia, então, é o sinal para que nós possamos ser “o próximo” de alguém. Agir com misericórdia é fazê-lo por amor a Deus. É acolher a miséria do outro com o amor de Deus e não somente com o nosso amor imperfeito e interesseiro. A narração de Jesus ensina que viver agora, e sempre, como povo de Deus, significa demonstrar compaixão, mesmo quando nos incomoda, mesmo quando isso faz nossa vida tornar-se impura, mesmo quando desafia nossa compreensão tradicional e, até mesmo, quando nos custa algo pessoalmente. Isso é o que Jesus está nos dizendo: Vá e faça o mesmo.
 CONCLUSÃO


Esta parábola descreve a bondade e o amor que nosso Salvador tem para com o homem caído e infeliz. Nós éramos como esse pobre, aflito viajante. Satanás, nosso inimigo, havia nos assaltado, despojado, ferido. Estávamos por natureza mais que semimortos em nossos delitos e pecados; completamente incapazes de nos salvar, pois não tínhamos forças. A lei de Moisés, como o sacerdote e o levita, não tem compaixão de nós, não nos oferece alívio, passa ao largo, não tendo piedade nem poder para nos ajudar. Mas eis que veio o abençoado Jesus, o Bom Samaritano. Ele teve compaixão de nós; Ele cuidou das nossas feridas; Ele derramou sobre elas o azeite(Espírito Santo) e vinho (Seu próprio sangue na Cruz) e nos hospedou em uma estalagem(Igreja) o nosso grande abrigo para nos recuperarmos.

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