Recados para Orkut
Jesus, Eu Confio em Vós!
Não há uma só alma que não esteja obrigada a rezar, pois é pela oração que cada uma das graças lhe advém. Santa Faustina (Diário 146)

Digite aqui o seu Email e receba as boas novas do nosso blog

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

O verdadeiro jejum, segundo o Papa

 Rádio Vaticano | Fev 18, 2018

Kite_rn - Shutterstock

“Não jejuem mais como fazem hoje, de modo que se ouça o barulho”,

Jejuar com coerência e não para aparecer. Na homilia da Missa na Casa Santa Marta, o Papa Francisco advertiu quanto ao jejum incoerente, exortando a nos questionar sobre como nos comportamos com os outros.
Na primeira leitura, extraída do livro do Profeta Isaías (Is 58,1-9a), fala-se do jejum que o Senhor quer: “quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim romper todo tipo de sujeição”.
O jejum é uma dos deveres da Quaresma, recordou o Papa. “Se não puder fazer um jejum total, que faz sentir fome até os ossos, “faça um jejum humilde, mas verdadeiro”, pediu o Papa.
É Isaías que evidencia as inúmeras incoerências na prática da virtude: cuidar dos próprios interesses, o dinheiro, enquanto o jejum é “um pouco despojar-se”; fazer penitência em paz : “não pode, de um lado, falar com Deus e, de outro, falar com o diabo”, porque é incoerente, advertiu o Francisco.
“Não jejuem mais como fazem hoje, de modo que se ouça o barulho”, ou seja, nós jejuamos, nós somos católicos, somos praticantes; eu pertenço àquela associação, nós jejuamos sempre, fazemos penitência. Mas, vocês jejuam com coerência ou fazem a penitência incoerentemente como diz o Senhor, com barulho, para que todos vejam e digam: “Mas que pessoa justa, que homem justo, que mulher justa…” Este é um disfarce; é maquiar a virtude”.
É preciso disfarçar, mas seriamente, com o sorriso, isto é, não mostrar que está fazendo penitência. “Procura a fome para ajudar os outros, mas sempre com o sorriso”, exortou o Santo Padre.
O jejum consiste também em humilhar-se e isso se realiza pensando nos próprios pecados e pedindo perdão ao Senhor.  “Mas, se este pecado que eu cometi fosse descoberto, fosse publicado nos jornais, que vergonha!” –  “Pois bem, envergonha-te!”, disse o Papa, convidando também a quebrar as cadeias injustas.
“Eu penso a tantas domésticas que ganham o pão com o seu trabalho: humilhadas, desprezadas… Nunca pude esquecer uma vez que fui a casa de um amigo quando criança. Vi a mãe dar um tapa na doméstica.  81 anos… Não esqueci aquilo. “Sim, não Pai, eu nunca dou um tapa” – “Mas como os trata? Como pessoas ou como escravos? Pagas a eles o justo? Dás a eles as férias, é uma pessoa ou um animal que te ajuda em casa?”.  Pensem somente nisto. Nas nossas casas, nas nossas instituições, existe isto. Como eu me comporto com a doméstica que tenho em casa, com as domésticas que estão em casa?”
Então, um outro exemplo nascido de sua experiência pessoal. Falando com um senhor muito culto que explorava as domésticas, o Papa o fez entender que se tratava de um pecado grave, porque são “como nós, imagem de Deus”, enquanto ele sustentava que eram “pessoas inferiores”.
O jejum que o Senhor quer – como recorda ainda a Primeira leitura – consiste em “partilhar o pão com o faminto, no acolher em casa os miseráveis, sem-teto, em vestir os nus, sem negligenciar o teu sangue”.
“Hoje – observa Francisco – se discute se damos o teto ou não àqueles que vem pedi-lo”.
E, ao concluir, exorta a fazer penitência, a “sentir um pouco a fome”, a “rezar mais” durante a Quaresma e a perguntar-se como se comporta com os outros:
“O meu jejum chega a ajudar os outros? Se não chega, é fingido, é incoerente e te leva pelo caminho da vida dupla. Faço de conta ser cristão, justo…. como os fariseus, como os saduceus. Mas, por dentro, não o sou. Peça humildemente a graça da coerência. A coerência. Se eu não posso fazer algo, não a faço. Mas não fazê-la incoerentemente. Fazer somente aquilo que eu posso fazer, mas com coerência cristã. Que o Senhor nos dê esta graça”.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

São Pedro investiga por onde almas entram no Céu sem sua permissão

Um relato divertido e piedoso sobre o que Nossa  Senhora anda aprontando na janela...
As redes sociais estão compartilhando o relato que reproduzimos abaixo. Certamente não é nenhum tratado de teologia, mas, imperfeições à parte, ele reflete o quanto Nossa Mãe se empenha em nos ajudar a chegar a Jesus – inclusive quando nos custa tanto perseverar na virtude.
Conta-se que São Pedro, certa vez, ficou preocupado ao notar no Céu a presença de várias almas que ele não se lembrava de ter deixado entrar pela porta. Ele então começou a investigar e, finalmente, encontrou o lugar por onde elas passavam.
Dirigiu-se diligentemente até o Senhor e lhe disse:
“Jesus, percebi que temos aqui várias almas que eu não me lembro de ter deixado entrar. Fiz algumas investigações e descobri por onde elas estão entrando. Gostaria que o Senhor mesmo visse”.
Jesus, com toda a Sua serenidade, acompanhou São Pedro e observou que, de fato, havia uma entrada por onde constantemente subiam almas e mais almas até o Céu.
Ainda um pouco alarmado, São Pedro sugeriu:
“Não deveríamos fechar essa entrada, Senhor?”.
E Jesus, sorridente e até encantado com a cena, respondeu:
“Não, não… Deixe assim. Isso é coisa da Mamãe!”
Maria tinha deixado um enorme rosário pendurado à janela e, por ele, a fila de almas ia subindo continuamente até o Céu.
Não é à toa que se diz que, quando os próprios pecadores se fecham as portas do Paraíso com as trancas do pecado, Maria lhes escancara a janela, para que sempre encontrem alguma nova oportunidade.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Chile: Papa casa dois assistentes de bordo durante voo para Iquique

Santiago, 18 jan 2018 (Ecclesia) – O Papa casou hoje um casal de assistentes de bordo, em pleno voo entre as cidades de Santiago e Iquique, no Chile, naquele que é mais um episódio especial a marcar a viagem apostólica de Francisco à América do Sul.
A notícia é avançada pelo padre jesuíta António Spadaro, diretor da revista ‘La Civiltà Cattolica’ em Roma, e consultor do Conselho Pontifício para a Cultura da Santa Sé, que está a acompanhar a comitiva do Papa argentino.
“O Papa celebrou o casamento em pleno voo. Os noivos disseram a Francisco que não eram casados pela Igreja, e ele perguntou se não gostavam de fazê-lo agora. E o casal disse que sim”, adianta o sacerdote, que na sua conta na rede social ‘twitter’ colocou várias fotografias a assinalar o momento.
Nesta “primeira cerimónia matrimonial realizado por um Papa a bordo de um avião, em pleno voo”, como escreve o padre Antonio Spadaro, não faltaram as testemunhas.
E “os votos foram escritos numa normal folha A4”, pode ler-se.
O casal de assistentes de bordo em questão, Carlos e Paula, vivia junto há sete anos e têm já duas filhas em comum.
A lei chilena obriga a que o casamento civil tenha lugar num dia diferente do matrimónio religioso, e os dois noivos quando se uniram já tinham uma data marcada: 27 de fevereiro de 2010, mas nunca o puderam chegar a fazer, já que nesse dia o Chile foi atingido por um terramoto – Carlos e Paula decidiram adiar a celebração do matrimónio mas depois os anos passaram e nunca decidiram efetivamente fazê-lo.
Até este dia, com um ‘empurrão‘ especial do Papa Francisco.
Resta agora saber em que diocese é que o matrimónio vai ser registado, uma vez que foi celebrado em pleno voo.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Ecumenismo: Comunidade de Taizé reúne jovens em encontro europeu de final de ano em Basileia

Irmão Alois propõe refletir sobre a «alegria» ao longo de 2018


Taizé, França, 28 dez 2017  – A Comunidade Ecuménica de Taizé (França) vai reunir milhares de jovens no seu encontro europeu de final de ano, que começa hoje e termina a 1 de janeiro de 2018, em Basileia, Suíça.
A comunidade monástica destaca que o encontro de final de ano de 2017 é o primeiro que decorre em “três países simultaneamente” - Suíça, Alemanha e França – porque os habitantes da região “estão habituados a atravessar fronteiras”.
“A cidade é muito aberta à diversidade. Basileia acolheu um Concílio da Igreja Católica (Basileia-Ferrara-Florença, entre 1431-1445) e foi um centro da Reforma Protestante; o convite para o Encontro conta com onze assinaturas”, assinalam os responsáveis da comunidade ecuménica.
Segundo o programa do encontro, esta quinta-feira os jovens começam a chegar a Basileia na parte da manhã; depois do acolhimento vão às paróquias e às famílias de acolhimento e a oração comunitária, à noite, é em St. Jakobshalle ou em St. Jakob-Arena.
Já nos dois dias seguintes, sexta-feira e sábado, a oração da manhã é na paróquia de acolhimento, seguida de um tempo de partilha em grupos de reflexão ou encontros com pessoas empenhadas na vida da comunidade.
A tarde de 29 e 30 de dezembro é vivida em diferentes locais do centro da cidade em ateliês dedicados a temas como “compromisso social, fé e vida interior, criação artística”.
Este domingo destacam-se os encontros por países no centro de Basileia, da parte da tarde, e às 23h00 locais, menos uma hora em Lisboa, começa a vigília de oração pela paz no mundo, seguida da «festa dos povos» nas paróquias de acolhimento.
regresso aos países é a partir das 16h00 do dia 1 de janeiro de 2018, Dia Mundial da Paz e Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus.
“Vir ao Encontro Europeu é ser convidado a fazer uma peregrinação às fontes da fé e da caridade, procurando as fontes do Evangelho através da oração, do silêncio e de uma procura”, assinalam os monges.
Cada pessoa que participa vai para “descobrir ou redescobrir” um sentido para a vida, ganhar alento e para se preparar para “assumir responsabilidades” no regresso a casa.
O prior de Taizé vai falar aos jovens todos os dias do encontro, no final da oração da noite, e depois as suas meditações vão ser publicados no sítio online da comunidade.
Entretanto, o irmão Alois já publicou as suas quatro propostas de reflexão para 2018 que se centram na alegria, na carta ‘Uma alegria que nunca se esgota’: 1.º “Procurar as fontes da alegria”; 2.º “Escutar o grito dos mais vulneráveis”; 3.º “Partilhar provações e alegrias” e a 4.ª “Entre cristãos, alegrarmo-nos com os dons dos outros”.
O  prior de Taizé anunciou que o encontro europeu de jovens ia realizar-se em Basileia no final do encontro de 2016 que se realizou numa antiga república soviética e em território báltico, mais concretamente, em Riga, na Letónia, onde juntaram cerca de 10 mil jovens, incluindo portugueses.
O encontro de final de ano é uma nova etapa da ‘Peregrinação de Confiança através da Terra’ que os monges dinamizam desde o final dos anos 70, do século passado, iniciada pelo fundador da comunidade monástica, o irmão Roger.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Iraque: Igreja de São Jorge reabre com mensagem para quem quis «eliminar a presença cristã» no território

Créditos: Fundação AIS


A igreja de São Jorge, na Planície de Nínive, no Iraque, reabriu ao culto com uma missa presidida pelo arcebispo de Erbil, naquela que é a primeira igreja reconstruída depois da libertação da região do jugo do Estado Islâmico.
Vida das comunidades começa a voltar ao normal depois da libertação do país do jugo do Estado Islâmico


Em declarações publicadas pela Fundação Ajuda a Igreja que Sofre (AIS), D. Bashar Warda destacou uma celebração que simbolizou “uma mensagem de esperança e de vitória” perante aqueles que quiseram “eliminar a presença cristã” no território.
 “Era necessário dar um sinal evidente de que a Igreja também estava a retomar já as suas atividades normais”, acrescenta ainda o responsável pela comunidade católica no Iraque, e pela arquidiocese de Erbil, no Curdistão iraquiano.
Situada na localidade de Telleskuf, “a igreja de São Jorge foi saqueada, danificada e profanada durante os tempos de ocupação” da Planície de Nínive, por parte do Estado Islâmico, situação que se prolongou durante mais de três anos.
“Apesar de a estrutura principal do edifício não ter sido muito afetada, o trabalho de reparação revelou-se, no entanto, complexo e extremamente dispendioso”, refere a Fundação AIS.
No contexto de 2014, milhares de famílias, entre as quais muitas famílias cristãs, tiveram de fugir da Planície de Nínive para salvarem a vida, perante a violência dos fundamentalistas islâmicos.
 D. Bashar Warda espera que a recuperação desta igreja funcione também como “um poderoso incentivo” às comunidades cristãs, para que se “envolvam na recuperação” das suas casas e no processo de regresso ao território.
Um processo que está a contar com a colaboração da Fundação AIS e que “visa criar as condições para o regresso da totalidade da comunidade cristã a suas casas às aldeias e vilas na Planície de Nínive”.
No que diz respeito à aldeia de Telleskuf, trata-se de uma localidade que abrigava antes da invasão do Estado Islâmico cerca de 1500 famílias, que agora estão finalmente a poder perspetivar um futuro mais risonho.
“Graças aos benfeitores da AIS podemos continuar aqui a louvar a Deus e a presença cristã continua a ser preservada neste lugar”, completou o arcebispo de Erbil.
De acordo com os dados mais recentes apurados pela Fundação AIS, mais de 6 mil famílias cristãs já tiveram oportunidade de regressar à Planície de Nínive, perto de 30 por cento do total de pessoas que tiveram de escapar à morte em meados de 2014.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Se te acontecer de perder Jesus…

O encontro com Deus não é estático, mas dinâmico e, por isso mesmo, sempre novo

Oração é busca de Deus. Porém, nem sempre é fácil encontrá-lo ou reconhecê-lo entre nós.
Deus entra na nossa história e mistura-se conosco. O Verbo se fez carne de forma muito humilde, simples e pobre, totalmente despretensiosa. Enquanto as filhas dos nobres preparavam seus castelos para receberem o Messias, Ele preferiu nascer pobre, num estábulo, desprovido da exuberância e do perfume do palácio dos reis. Assim foi, e embora muitos judeus esperassem grandes manifestações na vinda do Messias, Ele veio discreta e silenciosamente.
Às vezes não encontramos Deus porque Ele não se revela como gostaríamos. Ele exige de nós uma total purificação do nosso ser. É necessário esvaziar-se para poder ser preenchido pela sua força. A exigência da oração é o total desapego, somente assim somos inundados por aquela luz especial que possuem apenas os que procuram o rosto de Deus “com ânsias de amor inflamado”: “Tua face, Senhor, eu busco…não me escondas o teu rosto!”…
Minha experiência pessoal revela – e os outros me confirmam – que o encontro com Deus não é estático, mas dinâmico e, por isso mesmo, sempre novo. Quando pensamos que o encontramos e “agarramos”, Ele “escapa”, se esconde e nos deixa num profundo sentido de desolação e de noite. É o caminho da noite que precisamos aprender a trilhar silenciosamente e a sós, esperando que o Senhor apareça novamente quando lhe aprouver. A nós cabe gritar e procurar, a Ele cabe responder. A saudade de Deus é uma doença tão forte que somente se cura “com sua presença e figura”.
Saber esperar
Atualmente não sabemos esperar. O mundo da tecnologia gera a impaciência. Queremos que tudo seja “para ontem”, esquecemos que existe também o amanhã… O saber esperar é uma atitude bíblica.
No caminho da oração, saber esperar o momento de Deus quer dizer que Ele nos visita quando menos esperamos e que a nós cabe a vigilância, como virtude de quem sabe que, mais cedo ou mais tarde, Ele virá nos visitar.
Na escola dos profetas e dos místicos, aprendemos a virtude da esperança. As demoras de Deus são pedagógicas. O orante é, antes de mais nada, homem e mulher de esperança, que não se cansa de bater até que a porta se abra, nem de procurar até que encontre, nem de pedir até que obtenha o que mais deseja.
Esperar é lançar os olhos além de todos os pequenos horizontes da vida e crer que o Senhor da história nos prova, mas não nos abandona. Ele quer que o procuremos com a intensidade da esposa que busca o seu esposo, como os olhos dos servos que esperam tudo do seu Senhor.
O salmista anima: “Coragem! Espera no Senhor!” (Sl 26). Nesta coragem são superados os medos e as incertezas da fé. A esperança é alimentada pelo amor. Só espera quem tem fé e quem ama. A vivência das virtudes teologais se faz indispensável para quem quer se tornar um orante. Deus não se deixa manipular pelos nossos sentimentos ou exigências humanas; Ele sabe como e quando vir em nosso socorro.
Ir a Jerusalém
A Palavra de Deus sempre nos ensina o caminho da oração. Na vivência da Palavra e na sua meditação encontramos o caminho que devemos seguir para encontrar o Senhor. O texto de Lucas 2,41-50 ajuda-me na busca de Deus. Sempre encontro o Senhor em Jerusalém, na “cidade santa”, que não fica em determinado lugar, mas no coração de cada um de nós.
Somos a nova Jerusalém aonde devemos ir todos os dias para estar com o Senhor. Ir a Jerusalém quer dizer que é preciso desinstalar-se, sair de si, romper com todas as formas de comodismo e, sem medo, enfrentar todas as dificuldades que podem estar no caminho. Quem se coloca a caminho é movido por um forte ideal. Orar é “subir a Jerusalém”, tomar uma “determinada determinação”, saber que “vida cômoda e oração não podem combinar”, que somente o amor pode nos convencer a deixar a vida tranquila do nosso dia-a-dia e procurar o Senhor que nos espera para nos amar.
Maria, José e Jesus todos os anos deixavam a tranquilidade de sua casa em Nazaré, enfrentavam as dificuldades do caminho, pobreza, cansaço, para irem a Jerusalém prestar a adoração devida ao Senhor. Um caminho que tem o sabor do êxodo, carregado sem dúvida de dor e cruz. Mas eles sabiam que, no Templo de Jerusalém, o Senhor os esperava. A leitura silenciosa e meditativa deste texto nos faz compreender como deve ser o caminho da nossa oração.
Jesus aos doze anos no Templo
“Todos os anos, na festa da Páscoa, seus pais iam a Jerusalém. Quando Ele completou doze anos, subiram a Jerusalém segundo o costume da festa. Acabados os dias de festa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre os parentes e conhecidos. Não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele. Três dias depois o encontraram no Templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo e fazendo perguntas. Todos que o escutavam maravilhavam-se de sua inteligência e de suas respostas.
Quando o viram, ficaram admirados e sua mãe lhe disse: ‘Filho, por que agiste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, te procurávamos’. Ele respondeu-lhes: ‘Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devia estar na casa do meu Pai?’ Eles não entenderam o que lhes dizia. Depois desceu com eles e foi para Nazaré, e lhes era submisso. Sua mãe conservava a lembrança de tudo isso no coração. Jesus crescia em sabedoria, idade e graça diante de Deus e das pessoas”.
Coloquemos em evidência alguns aspectos concretos para a nossa vida de oração:
Passados os dias da páscoa voltaram…
A oração é um momento de alegria, de páscoa, de festa. Mas não pode durar para sempre. Deus nos chama à intimidade com Ele, convida-nos a subir a montanha para experimentarmos sua presença, ou ao deserto porque quer falar ao nosso coração no amor e na solidão, ou nos desperta na noite para dialogar conosco e nos apresentar os seus projetos. Mas, depois desses momentos de intimidade, Ele quer que voltemos às nossas atividades e sejamos testemunhas autênticas do seu amor.
A fidelidade e firmeza do orante não se prova enquanto ele está orando, mas no cotidiano da vida. É sua maneira de agir, de falar, de ser que torna visível sua amizade com Deus. É interessante como na Bíblia temos sempre esta atitude da intimidade com Deus que dá forças para voltar aos nossos compromissos humanos. Cada vez mais compreendo que entre oração e ação, entre contemplação e atividade não pode existir “divórcio nem desquite”, mas, ao contrário, uma profunda união. Na oração se revela a nossa atividade e na atividade se manifesta a autenticidade da nossa oração.
Maria, José e Jesus não ficaram para sempre no Templo. Depois da festa da páscoa puseram-se novamente a caminho… Assim, depois de nossos momentos de oração, de retiro, de encontro, devemos voltar ao trabalho. Toda páscoa, que é domingo, devolve-nos à “segunda-feira”, que é trabalho e labuta onde devemos procurar ser fermento e ganhar o pão com o suor da nossa fronte.
O menino ficou em Jerusalém “sem que os seus o notassem”
Esta expressão de Lucas pode nos ajudar a entender como, embora voltando ao trabalho, devemos permanecer unidos ao Senhor na oração. A intimidade, a vida na presença de Deus nunca pode ser interrompida. Quer comamos, bebamos ou façamos outras coisas, sempre devemos agir em Deus.
Maria e José retomaram o caminho de volta, quem sabe preocupados com os afazeres que os esperavam em Nazaré, mas Jesus permaneceu em Jerusalém. Nunca devemos “sair” do clima de contemplação e de intimidade. Deus quer que estejamos constantemente unidos a Ele, que não nos separemos do seu amor e da sua presença. Esta linguagem bíblica nos compromete à vivência sempre em plena sintonia com o Deus da vida. Os místicos e os santos sempre nos recordam isto. João evangelista, quando diz que “Deus é amor”, convida-nos a permanecermos nele porque Ele sempre permanece em nós.
Maria e José não se preocuparam com Jesus. Pensavam que Ele estivesse com os outros, na caravana que voltava feliz e cantando de Jerusalém. A páscoa cria um novo clima de fraternidade, “caminharam um dia inteiro” despreocupados. Mas ao entardecer sentem a necessidade de se unirem novamente a Jesus. Também nós passamos o dia inteiro preocupados com tantas coisas, mas ao cair da noite sentimos a necessidade de buscar novamente o Senhor para estar com Ele, para entrar em comunhão, para experimentar numa forma mais forte a presença do amado, como fizeram Maria e José, mas nem sempre o encontramos…
Não o tendo encontrado…
A dor da decepção é sempre muito grande. Esta dor foi experimentada por Maria e José que, buscando Jesus, não o encontram entre os amigos e parentes. Se eles, que cuidavam tanto de Jesus, estavam sempre presentes em tudo aos desejos e ao cuidado de Jesus, o perderam de vista, tanto mais isto pode acontecer com cada um de nós. Podemos buscar Jesus e não encontrá-lo, pedir que outros nos ajudem e ninguém saber nos ajudar. Podemos viver momentos de desnorteamento nesta procura de Jesus. A experiência humana da nossa fragilidade nos faz sentir impotentes e tristes. Nem sempre encontramos Jesus onde “esperamos que Ele esteja”. Mas, graças a esta perda de Jesus, a Bíblia nos oferece o segredo onde devemos voltar a encontrá-lo, onde Ele sempre nos espera.
Voltaram a Jerusalém
Aqui está o verdadeiro segredo da oração: Voltar a Jerusalém. Se nos acontecer, depois de um dia de viagem, de “perdermos Jesus”, não devemos desesperar. Devemos pedir a todos que nos ajudem a encontrar novamente o Senhor…As pessoas, a criação ou, como canta João da Cruz:
Pastores que subirdes
Além, pelas malhadas, ao Outeiro,
Se, porventura, virdes
Aquele a quem mais quero,
Dizei-lhe que adoeço, peno e morro.
Mas, se as criaturas forem incapazes de nos dizer onde está o Senhor, resta-nos o caminho de volta para Jerusalém, para o santuário, para o lugar onde o Senhor nos espera.
E onde está Jerusalém? No nosso coração, na Palavra de Deus, na Igreja… Deus jamais desiste de nós, mesmo quando não o sentimos.
Voltar a Jerusalém, onde o Senhor nos espera sempre para novamente entrar em comunhão conosco! Ele quer que saibamos buscá-lo no amor e na fé. Quando o encontramos, Ele desce conosco para Nazaré, para a vida, e permanece conosco para sempre.
Por Frei Patrício Sciadini, OCD

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Incêndios: Jovens ligados aos Jesuítas vão ajudar a reconstruir áreas ardidas em Pedrógão Grande

Missão «Aqui e Agora» arranca em novembro

Lisboa, 18 out 2017 (Ecclesia) - Um grupo de jovens ligados aos Jesuítas vai começar em novembro a dedicar dois fins-de-semana por mês ao apoio e reconstrução das áreas consumidas pelo fogo de Pedrógão Grande.
“A Missão Aqui e Agora arranca já no primeiro fim-de-semana de novembro para Castanheira de Pêra, onde irá colaborar com a organização Médicos do Mundo, a quem foi confiada a ajuda humanitária às populações deste concelho, um dos mais atingidos pelo fogo de junho”, assinala um comunicado da Companhia de Jesus enviado à Agência ECCLESIA.
O projeto “ assegura a continuidade” de um trabalho que começou no último verão.
A Missão Aqui e Agora nasceu em julho, por iniciativa de um grupo de jovens ligados ao Centro Universitário Padre António Vieira (CUPAV), jesuítas em Lisboa, que durante duas semanas levou dezenas de jovens a colaborar na organização e distribuição de roupas e alimentos doados, na limpeza de escombros e na replantação de áreas ardidas.
"Ao terminar a Missão no verão ficou o desejo, em muitos voluntários, de voltar (e muitos já voltaram!) e em mim a certeza de que não podíamos deixar esquecidas estas pessoas e abandonar um trabalho que leva tempo a ser realizado", explica Francisca Onofre, uma das impulsionadoras desta missão.
Tal como no verão, a Missão ‘Aqui e Agora’ vai trabalhar diretamente com os Médicos do Mundo.
“No primeiro e quarto fim-de-semana de cada mês, de novembro a junho, os jovens estarão em Castanheira de Pêra (cada jovem estará um fim de semana por mês) para apoiar os trabalhos de reconstrução”, adianta o comunicado dos Jesuítas.
A missão destina-se preferencialmente a jovens em idade universitária ou início de vida adulta (entre os 18 e os 30 anos).
A primeira sessão de apresentação da Missão ‘Aqui e Agora’ vai decorrer esta quinta-feira, às 21h15 no CUPAV, em Lisboa; o Centro de Reflexão e Encontro Universitário - Inácio de Loyola (CREU-IL), no Porto, acolhe outra sessão, na sexta-feira.

domingo, 20 de agosto de 2017

Santa Helena, a mulher que encontrou a Cruz de Cristo


Ela é mãe de Constantino, o primeiro imperador romano a se converter ao cristianismo

No dia 3 de maio, a Igreja católica celebra a data em que Santa Helena encontrou a Santa Cruz de Cristo. Trata-se de uma celebração simbólica, porque existem controvérsias quanto à data histórica exata em que foi de fato identificada a “Vera Cruz“, como foi chamada a verdadeira Cruz em que Jesus foi morto no Gólgota.
As buscas que culminaram no encontro da Santa Cruz tinham sido promovidas com grande empenho por Santa Helena, a mãe de Constantino, o primeiro imperador romano a se converter ao cristianismo.
Devemos começar o relato falando dessa conversão. Ao pôr-do-sol de 27 de outubro do ano de 312, Constantino tinha visto no céu, na Ponte Mílvio, as letras X (khi) e P (rho) do alfabeto grego, e, junto com elas, uma cruz com a seguinte inscrição em latim: “In hoc signo vinces” (“Com este sinal vencerás“). Tratava-se de dois símbolos cristãos – a cruz e as letras X e P, pronunciadas respectivamente “kh” e “r”, que são as duas primeiras letras do nome de Cristo em grego.
Constantino mandou gravar o símbolo nos escudos dos soldados e, ao dia seguinte, dia da batalha, derrotou Maxêncio e se tornou o único imperador no Ocidente. Foi Constantino quem promulgou o Edito de Milão, em 313, tornando legal em todo o império o cristianismo que até então era clandestino e perseguido. E foi ele, também, quem construiu a nova capital cristã do império: Constantinopla, inaugurada no ano 328.
Voltemos então a Santa Helena:
Após aquela insigne vitória de Constantino sobre Maxêncio, quando ele recebeu de Deus o sinal da Cruz do Senhor (“In hoc signo vinces“), Santa Helena, sua mãe, foi a Jerusalém para procurar a Cruz de Cristo.
Segundo o breviário romano:
Lá cuidou ela de destruir a imagem de Vênus, em mármore, que, para apagar a memória da Paixão de Cristo Senhor, os gentios haviam colocado no lugar da Cruz e que ali permanecera durante cerca de 180 anos. O mesmo ela fez no presépio do Salvador, onde fora posto um simulacro de Adônis, e no lugar da ressurreição, onde haviam colocado um de Júpiter.
Purgado, assim, o local da Cruz, foram encontradas depois de profundas escavações três cruzes, e, à parte delas, a inscrição que havia sido posta sobre a Cruz do Senhor. Como não se sabia sobre qual das três ele deveria ser afixado, um milagre sanou a dúvida. Eis que Macário, bispo de Jerusalém, tendo elevado preces a Deus, levou cada uma das cruzes a três mulheres que sofriam de grave enfermidade, e, enquanto as demais de nada serviram às mulheres, a terceira Cruz, levada à terceira mulher, curou-a imediatamente.
Public Domain
Santa Helena, tendo encontrado a Cruz da salvação, construiu ali uma igreja magnificentíssima, na qual depositou parte da Cruz em urnas de prata, entregando outra parte a seu filho, Constantino, que a levou a Roma, à igreja da Santa Cruz de Jerusalém. Ela também entregou ao filho os cravos que trespassaram o Santíssimo Corpo de Jesus Cristo. Naquele tempo, Constantino sancionou uma lei para que, desde então, ninguém fosse condenado ao suplício da cruz, e aquilo que antes era castigo e maldição para os homens passou a ser glória e objeto de veneração.
Santa Helena é celebrada pela Igreja no dia 18 de agosto.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Incêndios: Cáritas Diocesana de Coimbra elenca 66 casas para reconstrução total ou parcial

Foto: Cáritas de Coimbra


Coimbra, 24 jul 2017  – A Cáritas Diocesana de Coimbra informou hoje que 66 casas de primeira habitação precisam de “reconstrução total ou parcial”, na sequência dos fogos que deflagraram a 17 de junho, em Pedrógão Grande.
Organização católica passa à fase de apoio e reconstrução

“O conjunto das listagens confiadas à Cáritas de Coimbra totaliza 66 habitações distribuídas por 6 concelhos - 23 em Castanheira de Pêra, 19 em Pedrógão Grande, 3 na Pampilhosa da Serra, 10 na Sertã, 1 em Penela e 10 em Góis”, contabiliza a instituição católica, em nota enviada à Agência ECCLESIA.
A Cáritas Diocesana de Coimbra explica que durante esta semana vai avaliar cada um dos “enquadramentos para definir o seu compromisso”.
O 5.º report da Ação Cáritas enviado hoje à Agência ECCLESIA afirma que “é a hora da responsabilidade”, é tempo de iniciar “a reconstrução de casas, de vidas e comunidades”.
No final da quinta semana desde os incêndios que afetaram a região, a instituição registou 53 240 produtos angariados e foram entregues às famílias “8485 bens”.
Os donativos em numerário, contabilizados, atingem 1,69 milhões de euros.
“Na quinta semana foram atribuídas à Cáritas de Coimbra as primeiras 14 habitações com intervenção de escassa relevância no Concelho de Castanheira de Pêra, tendo sido visitadas no dia 20 de julho para aferir o compromisso Cáritas: todas foram aceites em compromisso”, acrescenta a nota de imprensa.
A Cáritas diocesana vai permanecer no terreno com os seus técnicos para “dar continuidade à fase de apoio”, e exemplifica que na última semana alguns voluntários fizeram também limpezas nas habitações, plantação de árvores e hortas.
A equipa de logística vai prestar apoio no centro paroquial a partir de agora às segundas-feiras, e “sempre que necessário”, para receber “donativos ou para entregar apoios sinalizados” pela equipa no terreno.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

O jihadista não conseguiu me degolar: “Quem é você? Eu não consigo mexer o facão!”

O arrepiante relato do padre franciscano Abuna Nirwan no Iraque

Ope. Abuna Nirwan é um franciscano que nasceu no Iraque e, antes de ser ordenado sacerdote, estudou medicina. Foi destinado à Terra Santa e, em 2004, ganhou das Irmãs Dominicanas do Rosário uma relíquia da sua fundadora e um terço usado por ela. O padre passou a trazer a relíquia e o rosário sempre consigo.
A fundadora em questão é Santa Marie Alphonsine Danil Ghattas, cristã palestina canonizada em 2015 pelo Papa Francisco. Em 2009, quando o Papa Bento XVI aprovou o milagre para a sua beatificação, a Santa Sé pediu a exumação do corpo da religiosa. Esta missão costuma caber ao bispo local, que, para realizá-la, designa um médico. E esse médico foi justamente o padre Abuna Nirwan.
Em 2004, a relíquia e o rosário… Em 2009, a exumação… E esses dois fatos extraordinários não foram os únicos que ligaram o padre Nirwan àquela santa fundadora.
Dois anos antes da aprovação do Papa Bento à beatificação da religiosa, mais um fato simplesmente arrepiante envolvendo o pe. Nirwan e a madre Marie Alphonsine tinha sido relatado pelo padre Santiago Quemada no seu blog “Un sacerdote en Tierra Santa”.

Eis o relato:

A história que vamos contar aconteceu em 14 de julho de 2007. Abuna Nirwan foi visitar a sua família no Iraque e, para isso, precisou contratar um táxi. Ele mesmo relatou o caso na homilia de uma missa que celebrou em Bet Yalla. O padre Nirwan contou:
Não havia possibilidade de ir de avião para visitar a minha família. Era proibido. O meio de transporte era o carro. Meu plano era chegar a Bagdá e ir de lá para Mossul, onde viviam os meus pais.
O motorista tinha medo por causa da situação no Iraque. Uma família, formada pelo pai, a mãe e uma menininha de dois anos, pediu para viajar conosco. O taxista me falou do pedido e eu não vi nenhum inconveniente. Eram muçulmanos. O motorista era cristão. Ele disse que havia lugar no carro e que eles podiam ir conosco. Paramos num posto de combustível e outro homem jovem, muçulmano, também pediu para ir junto até Mossul. Como ainda restava um assento, ele também foi aceito.
A fronteira entre a Jordânia e o Iraque só abre quando amanhece. Quando o sol se levantou, uma fila de cinquenta ou sessenta carros foi avançando lentamente, todos juntos.
Seguimos a viagem. Depois de mais de uma hora, chegamos a um lugar onde estavam fazendo uma inspeção. Preparamos os passaportes. O motorista nos disse: “Tenho medo desse grupo”. Antes era um posto militar, mas uma organização terrorista islâmica havia matado os militares e tomado o controle do local.
Quando chegamos, eles nos pediram os passaportes sem nos fazer descer do carro. Levaram os passaportes a um escritório. A pessoa voltou, se dirigiu a mim e disse: ‘Padre, vamos continuar a investigação. Podem ir até o escritório mais à frente. Depois já é o deserto”. “Muito bem”, respondi. Caminhamos uns quinze minutos até chegar à cabana a que eles se referiam.
Quando chegamos à cabana, saíram dois homens de rosto coberto. Um deles tinha uma câmera em uma mão e um facão na outra. O outro era barbudo e estava segurando o alcorão. Chegaram até nós e um deles perguntou: “Padre, de onde está vindo?”. Respondi que vinha da Jordânia. Depois ele perguntou ao motorista.
Depois se dirigiu ao rapaz que vinha conosco, o agarrou por trás com os braços e o matou com o facão. Amarraram as minhas mãos por trás das costas e disseram:
“Estamos gravando isto para a Al-Jazeera. Quer dizer algumas palavras? Tem menos de um minuto”.
Eu respondi:
“Não, só quero rezar”.
Eles me deram um minuto para rezar.
Depois um deles me empurrou pelo ombro para baixo até eu ficar de joelhos e me disse:
“Você é clérigo. É proibido que o seu sangue caia no chão porque é sacrilégio”.
Por isso ele foi pegar um balde e voltou com ele para me degolar. Não sei o que rezei naquele momento. Senti muito medo e disse a Maria Alphonsine:
“Não pode ser por acaso que eu trago você comigo. Se é preciso que nosso Senhor me leve ainda jovem, estou pronto. Mas, se não é, eu te peço que ninguém mais morra”.
Ele pegou a minha cabeça, segurou meu ombro com força e levantou o facão. Uns instantes de silêncio e de repente ele perguntou:
“Quem é você?”
Respondi:
“Um frade”.
“E por que eu não consigo mexer o facão? Quem é você?”.
E, sem me deixar responder, prosseguiu:
“Padre, você e todos voltem para o carro”.
Fomos de volta até o veículo.
Daquele momento em diante, eu perdi o medo da morte. Sei que um dia morrerei, mas agora é mais claro que vai ser só quando Deus quiser. Desde aquele momento, eu não tenho medo de nada nem de ninguém. O que vier a me acontecer é porque é vontade de Deus e Ele vai me dar a força para acolher a Sua cruz. O importante é ter fé. Deus cuida dos que acreditam n’Ele”.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Publicações: Duas novas obras sobre o Patriarcado de Lisboa

Lisboa, 29 mai 2017 (Ecclesia) – O Patriarcado de Lisboa vai apresentar duas novas publicações, dia 07 de junho, no contexto da comemoração dos 300 anos da qualificação patriarcal.
As obras “Cartas Pastorais dos Patriarcas de Lisboa”, editada pela Livraria Nova Terra, e “Subsídios para a História da Igreja em Portugal”, da autoria da doutora Maria Odete Sequeira Martins e edição da Aletheia, patrocinada pelo Cabido, vão ser apresentadas, às 18:30, na sala de visitas do lado sul do Mosteiro de São Vicente de Fora, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.
O Patriarcado de Lisboa foi criado em 1716 pela bula de Clemente XI.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Fátima: D. António Marto pediu a intercessão de São Francisco e Santa Jacinta Marto

Fatima.pt

Primeira celebração eucarística após a canonização juntou milhares de pessoas na Cova da Iria

Fátima, 15 mai 2017 – O bispo de Leiria-Fátima pediu este domingo a intercessão dos novos “santos pastorinhos” São Francisco e Santa Jacinta Marto, numa celebração eucarística no Santuário de Fátima em que destacou a “alegria da festa” com o Papa Francisco.
“Os nossos corações ainda estão repletos da alegria da festa que celebrámos”, referiu D. António Marto, no dia seguinte à canonização dos dois irmãos e videntes de Fátima, durante a celebração do Centenário das Aparições.
O prelado viveu de perto a visita do Papa à Cova da Iria, acompanhando Francisco desde o primeiro momento, depois da sua chegada a Portugal, no dia 12 de maio à tarde.
Nestes dias, D. António Marto foi sempre uma figura próxima do Papa argentino, seguindo com ele no papamóvel, entre a enorme multidão de peregrinos que encheu o santuário, participando nas celebrações, sendo anfitrião e porta-voz das comunidades católicas portuguesas.
No final da Missa de encerramento da primeira viagem de Francisco a Portugal, D. António Marto transmitiu-lhe o “abraço e o afeto de todo o povo católico de Portugal” e enalteceu a sua “voz profética”, essencial num mundo atual “cheio de perigos e medos”.
Uma figura que tem mostrado ser “capaz de abater muros de separação, de lançar pontes de encontro entre os homens e os povos, de ser a voz dos sem voz”, salientou o bispo de Leiria-Fátima, que é também vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.
Segundo a página do Santuário de Fátima, este domingo, na Missa com os peregrinos no Santuário de Fátima, D. António Marto desafiou as pessoas a nunca deixarem de “levar a sério a dimensão da fé”, sublinhando algo que também foi destacado pelo Papa, na sua visita, a componente da atenção e do cuidado por quem sofre ou precisa de ajuda.
“Anunciar Jesus Cristo é a missão principal da Igreja, mas este anúncio fica incompleto se não for completado pelo serviço da caridade”, afirmou aquele responsável católico, reforçando ainda que a “comunhão fraterna pressupõe partilha, caridade e apoio recíproco pelo menos junto dos mais necessitados”.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Pastorinhos: Primeira canonização em Portugal é motivo de «alegria» - D. José Cordeiro

Pastorinhos de Fátima

Pastorinhos de Fátima

   Bispo de Bragança-Miranda diz que novos santos Francisco e Jacinta Marto ensinam «limpidez do coração»

Fátima, 28 abr 2017  – O presidente da Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade considerou como “um dom da graça de Deus” a canonização de Francisco e Jacinta Marto, a primeira de sempre em Portugal com presidência do Papa Francisco, no próximo dia 13 de maio.
“Para nós é um motivo enorme de gratidão, de alegria, de muita esperança os Pastorinhos serem apresentados como intercessores e modelos de vida cristã, de uma forma clara e assente na tradição viva da Igreja”, afirmou D. José Cordeiro.
À Agência ECCLESIA, o presidente da Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade, da Conferência Episcopal Portuguesa, acrescentou que a canonização de Francisco e Jacinta Marto traz também “muita responsabilidade”.
“É um valor acrescentado para a espiritualidade e também para a liturgia, porque o Francisco e a Jacinta, a seu modo e a seu tempo, sempre estabeleceram esta intimidade com os sacramentos e de um modo especial com a Eucaristia e fizeram dela o centro da sua vida”, desenvolveu o bispo de Bragança-Miranda.
A Missa a que o Papa Francisco vai presidir a 13 de maio, pelas 10h00 no Santuário de Fátima, inclui o rito de canonização propriamente dito, em português, no início da celebração.
Para D. José Cordeiro, os dois pastorinhos “apontam para a limpidez do coração” e para “esta amizade, de intimidade com Jesus e com Maria nas suas expressões”.
O prelado foi reconduzido como presidente da Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade na 191.ª Assembleia Plenária dos bispos portugueses, hoje em destaque na mais recente edição do Semanário ECCLESIA.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

NOVENA DA DIVINA MISERICÓRDIA

NOVENA COMEÇA NA SEXTA-FEIRA SANTA 14-04-2017 / 23-04-2017 

 “Todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas, mergulha-te na Minha misericórdia, adorando-a e louvando-a. Implora a minha omnipotência para todo o mundo, e de modo particular para os pobres pecadores, porque, neste momento, a Misericórdia foi aberta para toda a alma. Nesta hora podes requerer tudo para ti e para os outros. Nesta hora realizou-se a graça para todo o mundo
– A Misericórdia venceu a Justiça.”

* Vós falecestes, ó Jesus, mas a fonte da vida brotou para as almas e abriu-se o oceano da Misericórdia para todo o mundo. Ó fonte da Vida, Misericórdia insondável de Deus, abraçai todo o mundo e derramai-vos sobre nós.

* Ó Sangue e Água que brotaste do Coração de Jesus como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós.

*Diz Jesus a Santa Faustina:
Começa a Novena na Sexta-feira Santa, desejo que, durante estes nove dias, conduzas as almas à fonte da Minha misericórdia, a fim de que recebam força, alívio e todas as graças de que necessitam nas dificuldades da vida e, especialmente na hora da morte. Cada dia conduzirás ao Meu Coração um grupo diferente de almas e as mergulharás nesse oceano da Minha misericórdia. Eu conduzirei todas essas almas à Casa de Meu Pai. Procederás assim nesta vida e na futura. Por Minha parte, nada negarei àquelas almas que tu conduzirás à fonte da Minha misericórdia. Cada dia pedirás a Meu Pai, pela Minha amarga Paixão, graças para essas almas.

* Graças e louvores se dêem a todo o momento
* Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos… 3X
* Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores".

* Eterno Pai, ofereço-Vos o preciosíssimo sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as missas que hoje são celebradas em todo mundo. Por todas as santas almas do purgatório, pelos pecadores em todos os lugares, pelos pecadores na Igreja universal, pelos de minha casa e meus vizinhos. Ámen. 
* Alma de Cristo, santificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Dentro das vossas chagas escondei-me. Não permitais que me separe de Vós. Do inimigo maligno, defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos santos, por todos os séculos dos séculos. Ámen.

* Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor, enviai Senhor o Vosso Espírito e tudo será criado e assim renovareis a face da terra.


PRIMEIRO DIA
[Palavras de Jesus]
Hoje, traze-Me a humanidade inteira, especialmente todos os pecadores e mergulha-os no oceano da Minha misericórdia. Com isso Me consolarás na amarga tristeza em que Me afunda a perda das almas.
[Oração de Santa Faustina]
Misericordiosíssimo Jesus, de quem é próprio ter compaixão de nós e nos perdoar, não olheis os nossos pecados, mas a confiança que depositamos em Vossa infinita bondade. Acolhei-nos na mansão do vosso compassivo Coração e nunca nos deixeis sair dele. Nós vo-lo pedimos pelo amor que Vos une ao Pai e ao Espírito Santo.
Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda humanidade, encerrada no Coração compassivo de Jesus, mas especialmente para os pobres pecadores. Pela Sua dolorosa Paixão, mostrai-nos a Vossa misericórdia, para que glorifiquemos a onipotência da Vossa misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Fátima 2017: Bispo diocesano elogia dimensão global das Aparições

Foto: Arlindo Homem

Foto: Arlindo Homem

D. António Marto falou da sua relação pessoal com a mensagem revelada na Cova da Iria

Fátima, 22 mar 2017 (Ecclesia) – O bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, disse, esta quarta-feira, nas I Jornadas de Comunicação Social do Santuário de Fátima que o horizonte da mensagem da Cova da Iria “ultrapassa as fronteiras portuguesas”.
Ao falar sobre ‘Fátima hoje: a atualidade da mensagem de Fátima’, D. António Marto recordou que foi “cético em relação ao fenómeno”, mas converteu-se à Mensagem de Fátima.
Nos tempos de criança recebeu a imagem de Fátima, todavia na altura do maio de 68 o atual bispo de Leiria-Fátima olhava “com certo desdém para a piedade popular”, disse à Agência ECCLESIA.
A viragem deu-se quando foi convidado para fazer, na década de noventa, uma conferência no Santuário de Fátima e para se preparar teve de “ler as memórias da Irmã Lúcia”, referiu.
Gostou tanto do livro que o leu “três vezes” e encontrou as “linhas hermenêuticas” da Mensagem de Fátima, frisou D. António Marto.
Para o bispo de Leiria-Fátima, a mensagem da Cova da Iria é a “porta-voz do clamor das vítimas” das correntes filosóficas do século XX, tal como as duas guerras mundiais.
“É uma palavra profética para o nosso tempo”, salientou o responsável diocesano.
A Mensagem de Fátima é “um apelo constante” para que o peregrino abra “o seu coração” e “a graça e a misericórdia” são os conceitos que sintetizam a mensagem de Nossa Senhora de Fátima aos Pastorinhos.
A conferência do bispo de Leiria-Fátima estava integrada no painel sobre os eixos teológicos da Mensagem de Fátima nas I Jornadas de Comunicação Social do Santuário de Fátima que estão a decorrer no Centro Pastoral Paulo VI.

ARQUIVO DE MENSAGENS PUBLICADAS